Paulo de Tarso Lara Pires, engenheiro florestal, advogado, é mestre em Economia e Política Florestal pela UFPR e doutor em Ciências Florestais (UFPR). Pós-doutorado em Direito Ambiental e Desastres Naturais na Universidade de Berkeley – Califórnia.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Dilma recebe ministros para discutir danos causados pela chuva e a seca

Entre as ações, o governo estuda uma parceria com a Vale e a Universidade Federal de Ouro Preto para o envio de geólogos que vão avaliar a situação da cidade histórica, fortemente atingida por temporais



A presidenta Dilma Rousseff se reúne nesta segunda-feira (9) às 10h, no Palácio do Planalto, com cinco ministros para avaliar as medidas tomadas para evitar o agravamento da tragédia provocada pela chuva na Região Sudeste do país. Na noite de domingo (8), o assunto foi discutido em reunião com a presença dos ministros Gleisi Hoffmann (Casa Civil), Fernando Bezerra Coelho (Integração Nacional), Aloizio Mercadante (Ciência, Tecnologia e Inovação), Paulo Passos (Transportes) e Alexandre Padilha (Saúde).

Os temporais afetam o Sudeste do país, principalmente Minas Gerais, embora São Paulo, Rio e o Espírito Santos tenham registrado problemas causados pela chuva e as enchentes.

Na reunião, os ministros fizeram um balanço das ações executadas pelo governo federal no enfrentamento das enchentes, além de definir novas medidas para os próximos dias. Entre as ações, o governo estuda uma parceria com a Vale e a Universidade Federal de Ouro Preto para o envio de geólogos que vão avaliar a situação da cidade histórica, fortemente atingida por temporais.

Cidade histórica de Minas Gerais, Ouro Preto registrou deslizamentos de encostas, sendo que um deles atingiu parte da rodoviária e matou dois taxistas. O governo também decidiu manter até março os postos avançados instalados em Minas Gerais, no Espírito Santo e Rio de Janeiro, que integram equipes das defesas civis federal, estadual e municipal.

Durante a reunião de ontem, os ministros também discutiram o problema causado pela seca no Sul do país. Até esse domingo, 102 municípios do Rio Grande do Sul e 36 de Santa Catarina decretaram situação de emergência em decorrência da estiagem.

Pelos dados da Defesa Civil e da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Paraná, as perdas causadas pela estiagem chegam a R$ 2,797 bilhões. Apenas a produção de soja no Rio Grande do Sul deve sofrer 25% de perdas. No Paraná, a redução da colheita de soja chegará a 10% em relação à safra de 2011.

Agência Brasil

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Rio 92 ganha filme com legendas em português

Filme de 28 minutos legendado pelo Centro de Informação da ONU no Brasil mostra negociações, acontecimentos e curiosidades Cúpula da Terra de 1992.



Para entender o presente, é preciso relembrar o passado. Por isso, a aproximadamente sete meses da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), o Centro de Informação das Nações Unidas (UNIC Rio) disponibiliza o documentário “A Cúpula da Terra – Conferência da ONU sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (1992)”. O filme é uma oportunidade única para entender as negociações, os acontecimentos e as curiosidades do evento marco nas discussões em torno de desenvolvimento sustentável.
Não é só de ideais e reuniões que se faz uma Conferência Global. Por trás da tentativa de se firmar acordos, existem opiniões, gafes, protestos, personalidades e acontecimentos que, em alguns casos, moldam para sempre a história da política e da diplomacia internacional. E, na Cúpula da Terra de 1992, a mais importante conferência sobre o meio ambiente e desenvolvimento já realizada, não seria diferente.
Paralelamente às reuniões políticas, artistas, organizações não governamentais, ativistas e indígenas realizavam sua própria Cúpula da Terra, com fins de monitorar o trabalho da conferência oficial. Atitude justificável. Afinal, houve propostas curiosas e atípicas para discussões ambientais como a do Presidente de Uganda, Yoweri Kaguta Museveni: “Se vocês (países industrializados) não nos derem o dinheiro nós vamos cortar as nossas árvores”.


Outras declarações chegaram a tirar risos de jornalistas. O representante do governo norte-americano, Michael Young, por exemplo, disse que os “Estados Unidos nunca colocaram pressão em alguém” – algo visto com ironia pelos presentes.
Fora essas gafes e curiosidades, o filme relembra os principais pontos conhecidos da Cúpula da Terra: as palavras de cobrança da jovem canadense; os diferentes pontos de vista em torno da responsabilidade dos países; os intensos protestos da resistência dos EUA em assinarem a Convenção de Biodiversidade; a complexidade social do Rio de Janeiro; e, principalmente, a transformação da Conferência em uma referência absoluta para discussões sobre desenvolvimento sustentável. Discussões essas que terão um novo ponto alto na Rio+20 em junho de 2012.
De olho no futuro e nos protocolos ambientais que não foram cumpridos, os votos ditos no filme do então Secretário-Geral da Cúpula da Terra, Maurice Strong, são relembrados para a Rio+20: “Não acredito que a população vá permitir que seus líderes esqueçam o que eles fizeram aqui nem o que eles não fizeram por completo ou adequadamente. Nós temos que assegurar que o caminho do Rio seja rápido, seja uma via rápida para a ação, para implementar o que foi feito aqui, para que o Rio não seja um ponto final.”

Fonte: ONU Brasil

Paraná tem 192 áreas classificadas como “subnormais”



O Paraná tem 192 áreas de habitação precária, os aglomerados subnormais, segundo classificação do IBGE. A maior parte está em Curitiba – a cidade tem 126 áreas do tipo e também a maior do estado, o conjunto São Domingos Agrícola, no Cajuru, onde existem 2.852 domicílios e 9.797 moradores.

A favela da Rocinha, em São Conrado, zona sul do Rio, é a maior do país, segundo o Censo 2010, com 69.161 habitantes no ano passado. Na pesquisa, porém, o IBGE procurou seguir a divisão legal dos registros das prefeituras. Com isso, alguns complexos de comunidades do Rio, como o do Alemão e o da Maré, tiveram suas favelas contabilizadas isoladamente.
A região metropolitana de Belém, no Pará, é a que tem a maior proporção de habitantes vivendo em áreas ocupadas irregularmente e com serviços ou urbanização precários. No total, segundo o IBGE, 52,5% dos domicílios da região se encontram nessas condições. Juntos, eles reúnem 54% da população local.


Em seguida vêm as regiões metropolitanas de Salvador (26% da população em favelas e similares), São Luís (24,5%) e Recife (23,2%).

Em Belém, quase 90% dos domicílios irregulares e precários estão em aglomerados de grande porte, ou seja, em áreas que reúnem pelo menos mil domicílios nessas condições. De acordo com o IBGE, muitos estão localizados em áreas pertencentes à Marinha, que foram ocupadas irregularmente. Em termos de saneamento, o problema mais comum é a falta de coleta de esgoto.

Paraná

No Paraná, as outras cidades com aglomerados subnormais são Ponta Grossa, onde 13 mil pessoas vivem nessas condições, Foz do Iguaçu, Colombo, Paranaguá, Araucária, Campo Largo, Almirante Tamandaré, Umuarama, Campo Magro, Itaperuçu, Jataizinho e Campo do Tenente. A classificação do instituto, portanto, deixou de fora áreas carentes de outras grandes cidades do estado, como Londrina e Cascavel.

Fonte: Gazeta do Povo


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