Paulo de Tarso Lara Pires, engenheiro florestal, advogado, é mestre em Economia e Política Florestal pela UFPR e doutor em Ciências Florestais (UFPR). Pós-doutorado em Direito Ambiental e Desastres Naturais na Universidade de Berkeley – Califórnia.
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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Obama prioriza combate às mudanças climáticas em discurso no Congresso

Obama anunciou suas metas de combate às
 mudanças climáticas para os próximos doze meses. 
Durante seu discurso de posse, o presidente Barack Obama foi criticado pelo pouco espaço dado às questões ligadas ao combate do aquecimento global. Obama se redimiu na última quarta-feira (13.02) quando, durante do discurso do Estado da União, anunciou suas metas para os próximos doze meses.

A imprensa local classificou a preleção como a política ambiental mais profunda já estabelecida por um presidente norte-americano. O democrata ainda aproveitou a oportunidade para desafiar outras autoridades nacionais, dizendo que se o Congresso não tomar atitudes, ele as tomará por conta própria.

“Exorto este congresso a seguir um modelo bipartidário em busca de solução de mercado para a mudança climática. Mas, se o Congresso não agir mais cedo para proteger as gerações futuras, eu vou. Eu dirigirei o meu gabinete para chegar a ações plausíveis, agora e no futuro, para reduzir a poluição, preparar nossas comunidades para as consequências das alterações climáticas e acelerar a transição para fontes energéticas mais sustentáveis”, anunciou o presidente.

Entre outras coisas, Obama disse que os EUA devem importar menos petróleo e investir em energia eólica e solar, como forma de aumentar também a quantidade de empregos disponíveis à população. Ele exaltou o esforço feito para aumentar a produção de gás natural e reconheceu que as mudanças climáticas têm sido ignoradas.

“Para o bem de nossas crianças e pelo nosso futuro, temos que fazer mais para combater a mudança climática. Agora, é verdade que nenhum único evento solucionará o problema. Mas, o fato é que os 12 anos mais quentes foram registrados nos últimos 15 anos. Ondas de calor, secas, incêndios florestal, inundações e outros desastres são mais frequentes e intensos. Podemos acreditar que eles são coincidências ou acreditar no que diz a ciência, antes que seja tarde demais”, finalizou Obama.

Fonte: CicloVivo

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Governo e sociedade civil definem metas de desenvolvimento sustentável


Negociadores do Brasil, de vários segmentos da sociedade, que participaram da Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, começam a definir hoje (18), em Brasília, as prioridades do país no âmbito das metas a serem adotadas globalmente. As metas devem ser implementadas a partir de 2015, mas antes têm de ser submetidas a discussões nas Nações Unidas.

A partir de 2015, todas as economias do planeta terão que seguir compromissos e ações estabelecidos no quadro dos objetivos do desenvolvimento sustentável - acordo firmado durante a conferência., em junho, no Rio de Janeiro.

No Brasil, o debate que começou entre representantes do governo, que definiram  como prioridade a erradicação da pobreza no mundo, será ampliado com a inclusão de sugestões da sociedade civil e do setor privado. Um grupo de mais de 50 pessoas se prepara para definir hoje à tarde o que deve ser proposto na agenda global.

“Vamos consultar quais são as ideias de diferentes segmentos e o que entendemos como objetivos do desenvolvimento sustentável”, disse o embaixador Luiz Alberto Figueiredo Machado, subsecretário-geral do Meio Ambiente, Energia, Ciência e Tecnologia do Ministério das Relações Exteriores e coordenador-geral da Rio+20.

Figueiredo destacou que diferentemente do documento que estabelece os Objetivos do Milênio, no qual há metas para os países em desenvolvimento direcionadas principalmente ao combate à pobreza e à miséria, os compromissos do desenvolvimento sustentável “não se traduzem, necessariamente, em metas nacionais”.

“São objetivos para o mundo inteiro, tendo como filosofia o que o planeta e a humanidade necessitam como um todo”, ressaltou o diplomata. As metas serão globais. Se os países signatários das Nações Unidas definirem, por exemplo, que é preciso aumentar a eficiência energética global em 20%, cada país terá cotas específicas para que a soma de todos os esforços atinja a meta estipulada.

“As metas serão globais e vão valer para os países em desenvolvimento e os países desenvolvidos, em diferentes níveis de exigência. Mas, em muitos casos, o esforço maior será dos países desenvolvidos”, disse Figueiredo. Seria o caso, por exemplo, de um compromisso em busca de energias mais limpas.

Como o Brasil já tem mais de 80% da matriz de energia elétrica formados por fontes alternativas, a exigência maior recairia sobre economias que ainda utilizam, majoritariamente, fontes consideradas “sujas e não sustentáveis”.

As propostas que serão apresentadas pelos representantes da sociedade civil e por empresários e consolidadas com as sugestões do governo brasileiro serão entregues a uma comissão de 30 integrantes, que começa a se reunir em janeiro para alinhavar as sugestões gerais do Brasil. O documento acordado deve ser submetido à discussão nas Nações Unidas, juntamente com as propostas de outros países.

Fonte: Agência Brasil

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