Paulo de Tarso Lara Pires, engenheiro florestal, advogado, é mestre em Economia e Política Florestal pela UFPR e doutor em Ciências Florestais (UFPR). Pós-doutorado em Direito Ambiental e Desastres Naturais na Universidade de Berkeley – Califórnia.
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quinta-feira, 11 de abril de 2013

CEBDS lança estudo sobre impacto das mudanças climáticas no setor elétrico brasileiro



O Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) divulga o Estudo Sobre Adaptação e Vulnerabilidade à Mudança Climática: o caso do setor elétrico brasileiro. Desenvolvido pela entidade de maio de 2011 a abril de 2013, com o apoio da Way Carbon, a publicação representa um esforço do setor empresarial para aprofundar a compreensão do tema, dada a sensibilidade da energia hidroelétrica à variação climática e a sua elevada participação na matriz elétrica nacional.

“Os resultados do estudo mostram o impacto das mudanças climáticas no médio prazo no cenário energético nacional. A atual estratégia de geração elétrica brasileira dissociada de uma percepção mais precisa das mudanças climáticas levará a um ambiente de ainda mais insegurança – energética, econômica e física”, explica a presidente do Conselho, Marina Grossi.

Caso o país continue com a estratégia de priorização de usinas a fio d’água – que causam menos impacto ambiental – a longo prazo, o resultado poderá ser prejudicial, aponta a publicação. Como os eventos climáticos tendem a aumentar, a segurança energética dessas usinas irá diminuir, e teremos que recorrer cada vez mais a outras fontes como as térmicas, mais caras e poluidoras.

O estudo foi elaborado a partir da análise de três usinas, com as seguintes características: geração de energia em uma usina de até 30 MW de potência instalada a fio d’água; uma usina de potência instalada de até 100 MW; e uma usina de potência instalada de mais de 1.000 MW, sendo essas duas últimas com reservatório. Foram utilizados dados dos últimos 80 anos de vazão dos rios onde essas usinas estão implantadas, sendo que as mesmas estão na bacia do Paraná e na bacia Atlântico Leste/Sudeste, na região de maior concentração de consumo elétrico nacional. Na primeira usina, o estudo prevê um déficit de abril a novembro em 2050.

Geralmente, estudos que tratam com mudanças climáticas tem uma previsão de longo prazo. Para permitir que o estudo seja aplicado às necessidades do planejamento corporativo, foram estudados cenários a médio prazo, em 2020 e 2050.

Para 2020, foi analisado o impacto e a exposição de cada usina, bem como suas sensibilidades e as variações de produção. Para 2050, a análise dessas variações de produção foi feita por meio de três cenários: cenário de mudança zero, que utilizou a condição de média histórica; cenário de mudança moderada e cenário de mudança extrema. Ficou clara a importância da diversificação das fontes de energia para garantir a complementariedade da geração de energia hídrica.

“A inclusão da preocupação climática na agenda de planejamento e definição estratégica de expansão do setor de energia brasileiro se mostrou indispensável”, afirma Marina Grossi.

Fonte: Instituto Carbono Brasil.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Governos de países em desenvolvimento terão recursos para economia verde

OIT: Metade da força de trabalho global pode ser favorecida em uma transição para a economia verde.
 Foto: R Barraez D´Lucca/Flickr

Nos próximos dois anos, os governos de sete países em desenvolvimento vão receber orientações e recursos para desenvolver estratégias de economia verde em seus territórios. A parceria firmada por quatro agências das Nações Unidas em Nairobi, no Quênia, foi anunciada durante a sessão universal do Conselho Administrativo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) que está ocorrendo no Continente Africano desde o último dia 18.

Pela primeira vez, as quatro principais agências internacionais das Nações Unidas ligadas ao meio ambiente, ao trabalho, ao desenvolvimento industrial e à pesquisa vão trabalhar juntas para garantir a implementação de políticas sustentáveis como as de tecnologias limpas e de erradicação da pobreza. Os países ainda não foram selecionados, mas a expectativa é que sejam definidos nos próximos meses e sirvam como projeto experimental.

A partir dessa experiência, os representantes do Pnuma, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (Unido) e do Instituto das Nações Unidas para Formação e Pesquisa (Unitar) vão ampliar o apoio para mais 23 países. A implementação das estratégias deve ocorrer até 2020 nas 30 economias.

A proposta é que a Parceria para Ação pela Economia Verde (Page, na sigla em inglês) estimule os investimentos em ativos econômicos verdes, incluindo tecnologias limpas, o uso eficiente de recursos, a conservação de ecossistemas, a formação de mão de obra qualificada para empregos verdes e a boa governança nesses territórios. A expectativa é que com a medida sejam criados novos empregos e áreas de atuação dentro de uma nova configuração de desenvolvimento.

Pelos dados apresentados pela OIT, metade da força de trabalho global – cerca de 1,5 bilhão de pessoas – pode ser favorecida em uma transição para a economia verde. Países como Barbados, o México, Nepal e a África do Sul foram citados pelos representantes da organização por terem estruturado iniciativas verdes em seus territórios. Os governos da Alemanha, do Quênia e da Coreia do Sul conseguiram, segundo a OIT, fazer "mudanças radicais" em suas políticas energéticas, favorecendo fontes renováveis.

Os representantes da Unido destacaram ainda, durante a reunião, que o desenvolvimento de indústrias limpas e o apoio para que esses negócios se tornem mais eficientes é um dos focos da medida conjunta.

A proposta está entre os pontos acordados no documento final da Rio+20 - O Futuro Que Queremos. Assinado por líderes de mais de 190 países em junho do ano passado, no Rio de Janeiro, o texto destaca a economia verde como um dos motores do desenvolvimento sustentável, da erradicação da pobreza e uma responsabilidade da comunidade internacional.

Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

União Europeia pode dedicar 20% do seu orçamento para o clima


Conselho europeu aprova orçamento para os próximos sete anos com apoio significativo às ações climáticas, porém sofrendo duras críticas no que se refere a questões ambientais

Na sexta-feira, o Conselho da União Europeia aprovou o seu orçamento para o período 2014 -2020 e a surpresa é que 20% dos € 960 bilhões será dedicado à ação climática diretamente ou através de políticas específicas. A palavra final ainda precisa ser dada pelo Parlamento Europeu, que votará o acordo fechado nas  próximas semanas.

“Hoje é um dia incrivelmente importante para a Europa e para o combate às mudanças climáticas. Os chefes de estado e governos europeus aprovaram a sugestão da Comissão para dedicar no mínimo 20% de todo o orçamento da União Europeia para gastos relacionados ao clima”, comemorou a comissária para ação climática Connie Hedegaard.

O orçamento, além de ser uma fonte de financiamento, ajuda no direcionamento da tomada de decisão e coordenação política, sendo uma ferramenta crucial para que a UE consiga cumprir as ações planejadas como prioritárias na luta climática.

Os investimentos serão relacionados a tecnologias de melhoria da eficiência energética, fontes renováveis e a infraestrutura relacionada, e adaptação às mudanças climáticas.

“Agora a ação climática será integrada em todas as principais áreas de gasto – coesão, inovação, infraestrutura, agricultura, etc”, explicou. “Se todas as outras grandes economias assumissem compromissos similares, teria um impacto muito significativo”.

Porém, representando meros 1% do PIB, críticos dizem que o orçamento mostra a crise em que se encontra o bloco e alegam ainda que cortes no fundo ambiental LIFE, nas políticas de auxilio a agricultura e na ajuda internacional ao desenvolvimento tornam o planejamento menos ‘amigável climaticamente’ do que deveria ser.

“O resultado é um duro golpe na esperança de tornar a Política Agrícola Comum mais verde e nos investimentos para o futuro sustentável da Europa”, declarou a Birdlife Europe. 

A parte do orçamento sobre o fundo Life “está sendo reduzida apesar da sua alocação já ser marginal”, lamentou Ariel Brunner, chefe de políticas europeias da Birdlife. O acordo do conselho europeu corta os repasses para o Life de € 3,6 bilhões (proposta da Comissão Europeia) para € 3,4 bilhões.

“Interesses disfarçados agora lucram com o orçamento da União Europeia, enquanto as necessidades vitais dos cidadãos são ignoradas”, comentou Brunner.

O Instituto para Políticas Ambientais Europeias declarou que as notícias são mistas: as ações climáticas devem receber até € 27 bilhões ao ano, porém o Life pode perder até um quarto dos seus recursos.

“Há um ponto de interrogação sobre a escala do futuro do programa Life”, declarou a entidade.

Fonte: Instituto Carbono Brasil

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

NYT fecha editoria de meio ambiente. E daí?


Por André Trigueiro
A decisão do prestigiado jornal americano The New York Times de fechar sua editoria de meio ambiente e redistribuir os profissionais da equipe (dois editores e sete repórteres especializados) por outras editorias na redação causou polêmica e inspirou acalorados debates em diferentes redes mundo afora.  

O anúncio foi feito uma semana depois de a organização The Daily Climate (que monitora a cobertura dos assuntos relacionados às mudanças climáticas pelas mídias americanas) ter divulgado um relatório informando que nos últimos três anos, o Times foi o veículo que mais se destacou neste gênero de cobertura entre os cinco principais jornais impressos daquele país.

Outro detalhe que chama a atenção sobre a decisão do NYT é a curiosidade crescente do público americano em relação às mudanças climáticas, especialmente depois da fúria arrasadora do furacão Sandy e da onda de calor recorde que provocou quebra de safra e enormes prejuízos no campo em 2012. As mídias dos Estados Unidos também tem acompanhado com especial atenção a revolução energética imposta pelo uso crescente de gás do xisto em lugar dos combustíveis fósseis tradicionais, com a conseqüente redução da importação de petróleo e a diminuição das emissões de gases estufa.

No discurso de posse no National Mall, em Washington, um dia depois de assumir oficialmente o segundo mandato, o presidente Barack Obama sinalizou que nos próximos quatro anos a política da Casa Branca para a questão climática poderá render muitas manchetes quando disse : “Vamos responder à ameaça da mudança climática, sabendo que não agir seria trair os nossos filhos e gerações futuras (…) O caminho para as fontes de energia sustentáveis ​​será longo e, por vezes, difícil. Mas os Estados Unidos não podem resistir a essa transição, é preciso levá-la adiante. Não podemos ceder a outros países a tecnologia que vai gerar empregos e novas indústrias”. 

Por tudo isso, na contramão do NYT, o Los Angeles Times mantém uma editoria especializada em meio ambiente com um editor-chefe, quatro jornalistas em tempo integral,um em tempo parcial e deve abrir mais uma vaga na equipe nos próximos dias.

O editor responsável pela mudança no NYT, Dean Baquet, afirmou que a decisão de desmantelar uma das primeiras editorias de meio ambiente da mídia impressa americana (funcionava desde 2009) se deu por razões puramente estruturais. “Hoje as pautas ambientais fazem parte do mundo dos negócios, da economia, dos assuntos nacionais ou locais, etc. São temas mais complexos. Precisamos ter pessoas trabalhando em diferentes editorias que possam cobrir os diferentes lados dessa pauta”, declarou ele em entrevista a jornalista Katherine Bagley, do blog Inside Climate News ( http://insideclimatenews.org/news/20130111/new-york-times-dismantles-environmental-desk-journalism-fracking-climate-change-science-global-warming-economy )

Ele pode até estar blefando, e ter inventado essa desculpa para reduzir custos com o fim da editoria, mas a explicação faz sentido. O principal risco de uma editoria de meio ambiente (em qualquer veiculo de comunicação) é formalizar uma espécie de “gueto verde” e desconfigurar o caráter transversal e multidisciplinar dos assuntos ambientais. Se a opção é dispor de jornalistas que se identificam e conhecem minimamente os assuntos ambientais (clima, resíduos sólidos, recursos hídricos, biodiversidade, energia,etc) espalhados por todas as editorias, com a intenção de promover o alargamento dos horizontes de cobertura com abordagens menos óbvias, parece genial.

Apenas para dar um exemplo: imaginem um setorista de economia acompanhando uma entrevista coletiva do Ministro da Fazenda aqui no Brasil em que o assunto é mais uma redução do IPI para automóveis.Em uma redação onde os assuntos ambientais sejam objeto do interesse de todos os profissionais indistintamente, este jornalista provavelmente não deixará de perguntar sobre os efeitos da redução do IPI na perda da mobilidade urbana nas principais cidades brasileiras, já colapsadas com engarrafamentos crescentes. Sim, este é um assunto econômico por excelência, do contrário, por que a Fundação Getúlio Vargas de São Paulo estimaria o prejuízo causado pelos engarrafamentos na maior cidade do país em aproximadamente 50 bilhões de reais por ano? Entretanto, é raro no Brasil que um setorista de economia (ou de outra editoria qualquer) saia do seu “quadradinho” e busque essas conexões da pauta com o universo em que ela está inserida. Até acontece, mas é difícil.

É o que se convencionou chamar de visão sistêmica. Todos os assuntos estão de alguma forma inter-relacionados e no universo jornalístico importa revelar esses links, sempre que o resultado desse exercício torne a notícia ainda mais interessante e esclarecedora. Como não relacionar esta crise ambiental sem precedentes na História com nossos hábitos, comportamentos, estilos de vida e padrões de consumo? A cobertura linear dos assuntos não ajuda a entender a dimensão do problema e os caminhos para resolvê-lo.

Em favor da editoria de meio ambiente, poderia se dizer que ela abre caminho para a organização de um núcleo de jornalistas especializados, que foram estimulados (através de cursos, seminários, workshops,etc) a entender os saberes que emergem das comunidades científicas e acadêmicas com muito mais facilidade do que seus colegas.       

O jornalista é, via de regra, um generalista. Um contador de histórias preparado para realizar diferentes mergulhos nas mais diferentes áreas do conhecimento. Mas se não houver jornalistas preparados para a nobre função de “decodificar” ou “traduzir” esses novos saberes que explicitam o senso de urgência em favor de um novo modelo de desenvolvimento mais sustentável, replicaremos nas redações o analfabetismo ambiental. Nada mais impróprio, considerando que a crise ambiental sem precedentes na História da humanidade requer jornalistas minimamente preparados para reconhecer os diagnósticos preocupantes, explicá-los com clareza e objetividade, e sinalizar rumo e perspectiva com pautas criativas e interessantes. 

Já testemunhei várias queixas de pessoas extremamente qualificadas em diferentes áreas do saber e do conhecimento que se decepcionaram com o nível das perguntas feitas por jornalistas, ou, pior, com a deformação das informações prestadas que mais tarde se transformam em reportagens desprovidas de sentido. Há situações em que o desagrado é tão grande que essas fontes simplesmente se negam a dar entrevistas ou tornam-se arredias à simples ideia de compartilhar seus conhecimentos com alguém que não lhes pareça confiável.Quando isso acontece, aumenta-se a distância que separa a sociedade da ciência, e avalizamos o comportamento dos governantes omissos, que preferem ignorar os sucessivos alertas em favor das mudanças.

No artigo “É tempo de fechar a porta do inferno”, publicado no último dia 19/1, o colunista da Folha de São Paulo Clóvis Rossi usa expressões fortes para denunciar a necessidade dos tomadores de decisão reagir à crise climática:  “O mundo todo está vivendo uma situação de mudança climática que anuncia uma catástrofe em algum momento futuro. Sei que esse tipo de alerta costuma cair no vazio quando feito por entidades ambientalistas, desprezadas como ecochatas. Mas, agora, as sirenes estão sendo acionadas pelo empresariado, exatamente aquele que hesita em pagar os custos da adaptação da economia a modos de produção mais amigáveis ao ambiente”. Clóvis não é setorista de meio ambiente. É um generalista, como os profissionais de imprensa devem ser. Mas exerceu o melhor jornalismo, quando se apropriou de relatórios produzidos por seguradoras e consultorias especializadas para retirar dali o que lhe parecia uma notícia importante.

 Com ou sem editoria de meio ambiente, o que importa é a correta cobertura dos assuntos ambientais. Que cada redação defina o método que lhe convenha, sem descuidar do objetivo final. Esse filão de notícias está condenado a crescer ainda mais em importância e prestígio nas próximas décadas e ignorar essa realidade (mensurável em relação aos espaços já conquistados por demanda do próprio mercado) pode custar muito caro. 

Fonte: Mundo Sustentável/G1

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Governo e sociedade civil definem metas de desenvolvimento sustentável


Negociadores do Brasil, de vários segmentos da sociedade, que participaram da Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, começam a definir hoje (18), em Brasília, as prioridades do país no âmbito das metas a serem adotadas globalmente. As metas devem ser implementadas a partir de 2015, mas antes têm de ser submetidas a discussões nas Nações Unidas.

A partir de 2015, todas as economias do planeta terão que seguir compromissos e ações estabelecidos no quadro dos objetivos do desenvolvimento sustentável - acordo firmado durante a conferência., em junho, no Rio de Janeiro.

No Brasil, o debate que começou entre representantes do governo, que definiram  como prioridade a erradicação da pobreza no mundo, será ampliado com a inclusão de sugestões da sociedade civil e do setor privado. Um grupo de mais de 50 pessoas se prepara para definir hoje à tarde o que deve ser proposto na agenda global.

“Vamos consultar quais são as ideias de diferentes segmentos e o que entendemos como objetivos do desenvolvimento sustentável”, disse o embaixador Luiz Alberto Figueiredo Machado, subsecretário-geral do Meio Ambiente, Energia, Ciência e Tecnologia do Ministério das Relações Exteriores e coordenador-geral da Rio+20.

Figueiredo destacou que diferentemente do documento que estabelece os Objetivos do Milênio, no qual há metas para os países em desenvolvimento direcionadas principalmente ao combate à pobreza e à miséria, os compromissos do desenvolvimento sustentável “não se traduzem, necessariamente, em metas nacionais”.

“São objetivos para o mundo inteiro, tendo como filosofia o que o planeta e a humanidade necessitam como um todo”, ressaltou o diplomata. As metas serão globais. Se os países signatários das Nações Unidas definirem, por exemplo, que é preciso aumentar a eficiência energética global em 20%, cada país terá cotas específicas para que a soma de todos os esforços atinja a meta estipulada.

“As metas serão globais e vão valer para os países em desenvolvimento e os países desenvolvidos, em diferentes níveis de exigência. Mas, em muitos casos, o esforço maior será dos países desenvolvidos”, disse Figueiredo. Seria o caso, por exemplo, de um compromisso em busca de energias mais limpas.

Como o Brasil já tem mais de 80% da matriz de energia elétrica formados por fontes alternativas, a exigência maior recairia sobre economias que ainda utilizam, majoritariamente, fontes consideradas “sujas e não sustentáveis”.

As propostas que serão apresentadas pelos representantes da sociedade civil e por empresários e consolidadas com as sugestões do governo brasileiro serão entregues a uma comissão de 30 integrantes, que começa a se reunir em janeiro para alinhavar as sugestões gerais do Brasil. O documento acordado deve ser submetido à discussão nas Nações Unidas, juntamente com as propostas de outros países.

Fonte: Agência Brasil

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