Paulo de Tarso Lara Pires, engenheiro florestal, advogado, é mestre em Economia e Política Florestal pela UFPR e doutor em Ciências Florestais (UFPR). Pós-doutorado em Direito Ambiental e Desastres Naturais na Universidade de Berkeley – Califórnia.
Mostrando postagens com marcador Plano Nacional de Gestão de Riscos e Respostas a Desastres Naturais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Plano Nacional de Gestão de Riscos e Respostas a Desastres Naturais. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Paraná tem melhor sistema do País para prevenção de desastres naturais




O Paraná terá capacidade para prever com até três dias de antecedência os eventos meteorológicos e potenciais desastres naturais. Atualmente, a antecedência é de um dia. O novo prazo, inédito no Brasil, foi anunciado pelo governador Beto Richa durante solenidade em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, nesta quarta-feira, 5 de Junho, em Curitiba.

Richa fez a entrega de equipamentos de ponta e anunciou investimentos de R$ 53 milhões para a modernização do sistema de monitoramento, prevenção e alerta de desastres naturais no Paraná. "Este investimento significa levar mais segurança para a população, sobretudo para as pessoas que ainda vivem em áreas frágeis”, afirmou o governador Beto Richa.

O governador ressaltou que os novos equipamentos asseguram a possibilidade de reconhecer eventos climáticos fortes e extremos, como chuva, vento, granizo e tempestades elétricas. Com isso, haverá mais condições para evitar ou reduzir as consequências de desastres como deslizamentos, enchentes, tempestades de raios e também dos desastres de causas antrópicas como, por exemplo, as contaminações ocasionadas por produtos químicos perigosos.

Ele lembrou que o governo estadual investiu quase R$ 44 milhões em ações de recuperação dos danos causados pela enchente de 2011, no Litoral. “Com maior capacidade de prevenção e alerta, os gastos em recuperação podem ser evitados e os recursos serem aplicados em benefício da população”, disse Richa. Ele fez a entrega de 12 viaturas Mitsubishi L200 para as coordenadorias regionais de Defesa Civil do Estado.

AGENDA VERDE - No encontro, o governador, junto com o secretário estadual do Meio Ambiente, Luiz Eduardo Cheida, lançou a “Agenda Verde do Paraná”, que prevê 30 medidas estratégicas para a área ambiental no Estado, realizadas durante o ano de 2013, de forma integrada. “São medidas importantes a serem cumpridas até o próximo e que irão contribuir para a preservação e conservação do meio ambiente sustentável no Estado do Paraná”, disse Richa.

O governador afirmou que o governo estadual tem buscado o desenvolvimento sustentável em todas as áreas, de maneira transversal. “Por isso, a Agenda Verde envolve medidas nas áreas da educação, da capacitação, infraestrutura e conservação da biodiversidade”.

Entre as medidas está instalação da Corregedoria no Sistema de Meio Ambiente do Paraná; a regulamentação da lei de Pagamento por Serviços Ambientais no Âmbito do Programa Bioclima e a regulamentação da Lei Estadual de Educação Ambiental no Paraná - a primeira do País. Incluem-se, também, a criação das ações do Programa Paraná sem Lixões e a regulamentação da descentralização do licenciamento ambiental.

GESTÃO DE RISCOS – Os novos equipamentos de ponta entregues pelo governador fazem parte do projeto de Fortalecimento da Gestão de Riscos e Desastres, coordenado pela Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, em parceria com o Banco Mundial. Os tipos de fenômenos que causam eventos passam a ser reconhecidos e modelados com boa qualidade e com até três dias de antecedência.

"O Paraná passa a se antecipar ao invés de apenas reagir ao risco. Isso representa um ganho de qualidade na política ambiental extraordinário, pois passamos a ter uma visão estratégica e de longo prazo, e que até hoje ainda não tínhamos", afirma o secretário, Luiz Eduardo Cheida.

Ele lembra, que os riscos são uma sobreposição de ameaças naturais a uma vulnerabilidade como a ocupação urbana de encostas, áreas de várzeas, implantação inadequada de infraestruturas como estradas, dutos, fábricas e outros.

"Na origem dos desastres podem estar práticas insustentáveis como o desmatamento, destinação inadequada de resíduos, construções precárias, impermeabilização dos solos nas cidades, entre outros problemas", completa Cheida.

COMPUTADOR DE ALTO DESEMPENHO - Foi entregue um novo radar meteorológico, que será instalado em Cascavel; um sistema computacional de alto desempenho para previsão meteorológica de alta resolução espacial; 100 estações hidrológicas e 15 estações meteorológicas, além da expansão da rede pluviométrica para todos os municípios do Paraná e o Sistema de Gerenciamento dos Riscos e Desastres do Litoral.

O sistema computacional de alto desempenho, que está sendo instalado no Simepar, receberá, durante 24 horas por dias, informações enviadas pelas estações hidrológicas pluviométricas (que medem a chuva) e fluviométricas (que medem nível dos rios). O sistema irá aprimorar a previsão de cheias e de deslizamentos.

Com capacidade equivalente a cerca de 200 computadores comuns, o sistema computacional instalado no Simepar é o de melhor desempenho para uso meteorológico no Sul do País. Além de receber e processar as informações enviadas pelas estações hidrológicas, tem capacidade, também, para simular fenômenos meteorológicos, inclusive os relacionados a eventos severos.

Do total, 40 estações serão instaladas nos rios localizados na Região Metropolitana de Curitiba e as outras 60 no Litoral e em municípios do interior onde há risco de inundações, entre eles, Francisco Beltrão, Paranavaí e Cerro Azul.

AVANÇO - O coordenador estadual da Defesa Civil no Paraná, coronel Adilson Castilho Casitas, afirma que o desastre natural tem várias fases. "A mais importante é o alerta precoce. Com este programa e os investimentos do Governo, a Defesa Civil poderá avisar com antecedência as comunidades que estão em áreas suscetíveis a cheias, deslizamentos e enxurradas", comemora o coronel Casitas. Segundo ele, a possibilidade de previsão que o Paraná terá é inédita no Brasil.

O projeto também prevê a instalação de uma sala de gerenciamento de desastres estadual e 15 salas regionais. "A previsão é muito importante para a capacidade de reação da comunidade e adoção de medidas de previstas nos planos de contingência", completa Casitas.

Já o diretor do Simepar, Eduardo Alvin, diz que o Governo vai viabilizar a mais moderna infraestrutura de monitoramento e previsão hidrometeorológica do país. "A melhoria da capacidade do Simepar na emissão de alertas contra eventos severos de tempo e clima será a melhor do país e todos estes equipamentos contribuem para isso", afirma Alvin.

Uma vez detectada a situação de risco os técnicos do Governo se reúnem e discutem variáveis do alerta que envolve situações geológicas, metereológicas, hidrológicas e de defesa civil. "O segredo da boa prevenção de alerta de desastres é um grupo técnico bem estruturado para analisar a situação em momento de crise", completa o coordenador da Defesa Civil no Paraná.

Além dos investimentos entregues já estão aprovados e programados a implantação, até 2015, do Sistema de Gerenciamento dos Riscos e Desastres do Litoral do Paraná, incluindo o sistema de radar meteorológico do Litoral, sistema de detecção de descargas atmosféricas, sala de monitoramento e alerta, salas de gerenciamento de risco e desastres, mapeamentos de risco e estudos de vulnerabilidades a deslizamentos e inundações, bem como infraestrutura e equipamentos de prevenção e resposta a desastres.

"Todo esse investimento tem o objetivo de melhorar o monitoramento, das previsões de tempo e clima e dos alertas de eventos severos para a Defesa Civil, minimizando os efeitos de inundações, deslizamentos, vendavais e alagamentos em nosso Estado", completa Alvin.

O projeto - O projeto possui três eixos de ação: a integração das ações das instituições públicas e atores envolvidos, como por exemplo, refinarias, transportadores, indústrias, centros logísticos e portos, a gestão de riscos e resposta aos desastres.

Para a gestão de riscos, o projeto também inclui investimentos em mapeamento de riscos de deslizamentos e inundações, mapeamento de rotas e instalações que processam produtos perigosos, cenários ambientais para o Paraná em 2030, entre outros estudos.

Integram diretamente as ações a Defesa Civil, Simepar, Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Secretaria da Indústria e Comércio, Águas Paraná e Mineropar.


segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Paraná vai receber R$ 1 bilhão para obras de drenagem


Rio Belém em Curitiba,PR
O Paraná vai receber um investimento federal de quase R$ 1 bilhão para obras de drenagem. São R$ 647 milhões para Curitiba, em um contrato firmado com a prefeitura da capital, e R$ 318,5 milhões para outras cinco cidades da região metropolitana, contratados com o governo estadual. Os recursos pertencem ao Programa de Aceleração do Crescimento 2 (PAC 2), do orçamento da União, e haviam sido realocados para o Plano Nacional de Gestão de Riscos e Resposta a Desastres Naturais, lançado pelo Executivo em agosto deste ano.

Este é o segundo investimento mais alto do PAC em Curitiba, atrás apenas do R$ 1 bilhão destinado à construção do metrô. Ambos os valores serão repassados a fundo perdido (quando o dinheiro não precisa ser devolvido).

Na capital, os projetos aprovados focam as sub-bacias dos rios Belém, Atuba, Barigui, Ponta Grossa e Ribeirão dos Padilhas, e da bacia do Alto do Rio Iguaçu. Além da drenagem, consta do plano a instalação de bacias de contenção de água pluvial ao longo desses rios. No Alto Iguaçu, divisa entre Curitiba e os municípios de São José dos Pinhais e Fazenda Rio Grande, está prevista também a instalação de um parque linear. As famílias que moram na beira desses rios serão realocadas para imóveis do programa Minha Casa Minha Vida. São 1,9 mil unidades destinadas para os moradores das seis bacias.

Alto Iguaçu
O repasse estadual­­ prevê obras na Região Me­­tropolitana de Curitiba (RMC), em Fazenda Rio Grande, na bacia do Alto Iguaçu (desassoreamento, barragens, canalizações e parques lineares), em São José dos Pinhais, também na bacia do Alto Iguaçu, na divisa entre Pinhais e Colombo, no rio Palmital, e em Almirante Tamandaré, no Rio Barigui.

Do total de projetos apresentados pelo governo do estado, foram recusadas apenas drenagens para os municípios de Capitão Leônidas Marques (Oeste do estado) e Francisco Beltrão (Sudoeste), além de dois projetos em Fazenda Rio Grande e São José dos Pinhais. Essas obras haviam sido orçadas em R$ 40 milhões.

O desassoreamento do Córrego Aparecida, em Leônidas Marques, foi recusado por já existir um sistema de ampliação disponível, segundo a justificativa oficial do governo. Francisco Beltrão foi apontado como município “não elegível”.

Fonte: Gazeta do Povo

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More

 
Design by Free WordPress Themes | Bloggerized by Lasantha - Premium Blogger Themes | Top WordPress Themes