Paulo de Tarso Lara Pires, engenheiro florestal, advogado, é mestre em Economia e Política Florestal pela UFPR e doutor em Ciências Florestais (UFPR). Pós-doutorado em Direito Ambiental e Desastres Naturais na Universidade de Berkeley – Califórnia.
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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Fungo ameaça biodiversidade britânica

 Foto: Gardens Plants
Árvores britânicas estão sendo fortemente ameaçadas pelo fungo Chalara fraxinea, que já atingiu 126 milhões de freixos, uma espécie da família das oliveiras. O problema foi identificado há um ano, inicialmente em exemplares importados, mas agora eles já atingem também as plantas endêmicas.

Os fungos se desenvolvem inicialmente em folhas caídas no chão, mas ao serem levados pelos ventos eles também passam a se desenvolver nas folhagens na própria árvore. Em consequência disso, as folhas murcham e os galhos começam a necrosar. Todo o processo, até a morte da árvore, leva apenas alguns anos.

Conforme informações da France Presse, o fungo já foi identificado em espécies de 352 localidades britânicas. Em declaração à agência, Simon Ellis, diretor-geral das sementeiras Crowders disse que a situação está “totalmente fora de controle”.

Além da preocupação que o problema traz em relação às paisagens locais, o perigo também afeta diretamente a biodiversidade da região. O desaparecimento da árvore ameaçada teria impacto considerável sobre todo o ecossistema britânico. Por isso, os especialistas alertam que é necessário conter o fungo o mais rápido possível.

O maior problema encontrado no caminho vai além da identificação das plantas ameaçadas. Os pesquisadores ainda não encontraram uma maneira de erradicar a doença. O primeiro registro que se tem desta epidemia é datado de 1992, na Polônia. Hoje o fungo já se espalhou por 22 países do hemisfério norte, causando a morte de 90% dos freixos da Dinamarca, por exemplo. 

Com informações da France Presse.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Saiba quais são as árvores mais antigas do planeta


Fonte: Ciclo Vivo

As árvores estão entre os organismos que possuem maior tempo de vida no planeta. Existem registros de, ao menos, 50 exemplares que já ultrapassaram o primeiro milênio, no entanto, o número de árvores tão antigas assim pode ser ainda maior. 

Existem algumas razões para que as árvores sobrevivam por tanto tempo assim. Uma das explicações está relacionada ao sistema vascular destas espécies, que permitem que parte das árvores morra, enquanto outras partes ganham vida. Além disso, muitos exemplares são capazes de desenvolver sistemas altamente eficientes no combate a bactérias e parasitas.

O vigor das árvores é muito diferentes dos animais, por exemplo. Com três mil anos elas são capazes de continuar a crescer como se estivesse com cem anos. As mutações genéticas também não são acumuladas, permitindo maiores chances de um crescimento saudável.

Abaixo estão algumas das árvores mais antigas do planeta:


Pando

Esta não é apenas uma árvore, trata-se de uma colônia em Utah, nos Estados Unidos. Ela ocupa uma área de 105 hectares, com árvores geneticamente idênticas, conectadas por um sistema de raiz. A estimativa é de que a colônia exista há, pelo menos, 80 mil anos, mas é possível que o início desta floresta esteja datado há um milhão de anos.








Methuselah

O nome desta árvore é uma referência ao homem mais velho registrado na Bíblia. Ela está localizada em uma reserva californiana e tem 4.765 anos de idade. De acordo com o Wired, ela já tinha cem anos de idade quando as pirâmides do Egito foram construídas. Para protegê-la de vandalismos, o serviço florestal norte-americano mantém a localização exata em segredo.












Zoroastrian Sarv

É um cipreste gigante, localizado em Abarkooh, no Irã. Não se tem o ano certo de quanto a árvore começou a brotar, mas a idade varia entre quatro mil e quatro mil e quinhentos anos. Ela tem atualmente 24,6 metros de altura e uma circunferência de 11,3 metros, suficientes para torná-la um símbolo nacional no país oriental.












Jomn Sugi

É a maior conífera do Japão com 24,9 metros de altura e 16 metros de circunferência. Ela cresce na floresta da montanha mais alta da ilha de Yakushima. Os anéis desta árvore sugerem que ela tenha ao menos dois mil anos de idade. Porém, existem estimativas de que ela tenha até sete mil anos.













Kongeegen

Este carvalho, todo retorcido, está localizado na floresta de Jaegerspris, na Dinamarca. Ela disputa o título de árvore mais antiga da Europa, com idade entre 1.500 e dois mil anos. Tanto tempo de crescimento está em risco, devido às árvores que crescem ao redor e têm sufocado o Kongeegen.








Te Matua Ngahere

É um majestoso Kauri, considerado a árvore mais grossa da Nova Zelândia, ela tem 15 metros de circunferência. O nome vem da língua maori e significa “Pai da Floresta”. Em 2007 ela foi severamente danificada por uma tempestade.














Alerce

Foi descoberto em 1993, situado na Cordilheira dos Andes, Chile. Os cientistas que analisaram os anéis calcular que o Alerce tenha 3.620 anos de idade. Ela é a mais antiga a ter sua idade exata calculada.


quinta-feira, 12 de julho de 2012

No dia do engenheiro florestal, especialista destaca importância de inventário sobre florestas no Brasil


As mudanças no Código Florestal Brasileiro mostram a importância crescente das discussões sobre preservação e manejo florestal no Brasil. A afirmação é do pesquisador, doutor em Ciências Florestais, engenheiro florestal e professor adjunto do departamento de Economia Rural da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Paulo de Tarso Lara Pires.

Nesta quinta-feira (12) em que se comemora o Dia do Engenheiro Florestal, ele chama atenção para a necessidade de um inventário florestal brasileiro. “É um documento fundamental para embasar as discussões e alterações propostas no novo Código Florestal”, destaca Paulo, que atualmente está desenvolvendo Pós Doutorado em Direito Ambiental e Desastres Naturais na Universidade de Berkeley – Califórnia.

Ele lembra que, segundo dados do Serviço Florestal, 47% do território brasileiro - aproximadamente 4,8 milhões de quilômetros quadrados - são cobertos por florestas. “Uma área florestal continental, com invejável patrimônio natural e um potencial econômico gigantesco”, destaca Paulo de Tarso. “Apesar disso, o Brasil realizou a primeira e única edição do seu inventário florestal nacional na década de 1980, ou seja, é o mesmo que administrar uma empresa sem uma contabilidade atualizada”, completa o professor. De lá para cá estados e países - entre eles Canadá, Alemanha e Estados Unidos - vêm desenvolvendo seus inventários florestais com maior frequência.

Este documento é utilizado como base para liberação de novas áreas de plantios agrícolas ou florestais, expansão urbana, implantação de empreendimentos industriais – considerando histórico e potencial econômico da área e os riscos associados à mudança de uso do solo, como desastres naturais e alterações microclimáticas. “Ou seja, os dados do inventário florestal são fundamentais para construção e renovação das políticas florestais nacionais e também para subsidiar o trabalho dos atuais e novos engenheiros florestais que estão no mercado”, enfatiza Paulo de Tarso.

Ele lembra que tem se discutido muito sobre a obrigatoriedade da manutenção das florestas nas propriedades privadas e as penas impostas àqueles que suprimirem áreas verdes.
“Porém, como dar correto tratamento as florestas brasileiras sem um correto diagnóstico? Como construir uma política florestal ou reformar as normas existentes sem um profundo conhecimento da realidade?”, questiona Paulo.

Para o professor, todos estes desafios demonstram o promissor mercado da engenharia florestal no país. “Todas estas necessidades irão aumentar as oportunidades para o engenheiro florestal, que pode dar assistência e desenvolver projetos para adaptar as propriedades rurais à nova legislação”, destaca Paulo.

Ele menciona a frequência com que empresas privadas necessitam dessa mão de obra especializada. “Além disso, para aqueles que atuam nas áreas de ecologia aplicada e de manejo florestal vem sendo solicitado nos últimos anos por empresas de reflorestamento e por produtores rurais que fazem o plantio de florestas para fins comerciais”, menciona.

Outros nichos que vêm se expandindo são o comércio de produtos florestais, a gestão de viveiros florestais e a coleta, o estoque e a transformação do lixo urbano e industrial. Prefeituras de todo o país buscam engenheiros florestais para cuidar da arborização urbana.

“São diferentes processos e oportunidades que tem como objetivo final da profissão conservar ou proteger florestas naturais ou plantadas, com desenvolvimento social, ambiental, econômico e social”, finaliza Paulo.

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