Paulo de Tarso Lara Pires, engenheiro florestal, advogado, é mestre em Economia e Política Florestal pela UFPR e doutor em Ciências Florestais (UFPR). Pós-doutorado em Direito Ambiental e Desastres Naturais na Universidade de Berkeley – Califórnia.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Equipes de resgate localizam mais vítimas em Sapucaia, no RJ


Cinco corpos foram achados nesta manhã; número de vítimas chega a 13. 
Buscas recomeçaram por volta das 7h30 (desta terça-feira, 10/01) ; voltou a chover na região.


Equipes fazem buscas por mais vítimas em Jamapará (Foto: Carolina Lauriano/G1)


A prefeitura de Sapucaia confirmou que já chega a 13 o número de vítimas do deslizamento ocorrido na madrugada de segunda-feira (9) em Sapucaia, no Centro Sul Fluminense - 12 em decorrência do deslizamento de terra que atingiu oito casas no distrito de Jamapará e uma decorrente de uma casa que desabou no município. Por volta das 10h45, voltou a chover na região.

Segundo a prefeitura, cinco corpos foram encontrados na  manhã desta terça-feira (10). As vítimas são a jovem Livia Gomes, de 22 anos, achada por volta das 8h15; uma mulher de cerca de 42 anos, encontrada às 9h; Glória Nascimento, de 72 anos, localizada às 9h10; dois homens ainda não identificados, sendo que um deles tem uma perna amputada.

Ainda segundo a prefeitura, o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil trabalharam até a 1h30 nas buscas. Os trabalhos das equipes recomeçaram por volta das 7h30 desta terça e têm o apoio de cães farejadores. Homens do Exército também estão no local para ajudar as equipes.
"É muito importante o apoio do governo federal neste momento e a presença do Exército", disse o secretário estadual de Defesa Civil, Sérgio Simões.

Sobrevoo a pedido de Dilma
O ministro-interino da Defesa, comandante do Exército Enzo Martins Peri, e o secretário Nacional de Defesa Civil, Humberto Viana, sobrevoaram Sapucaia a pedido da presidente Dilma Rousseff. De acordo com Peri, ainda não foi definido o valor da indenização que será enviada ao município.

“Ontem tive uma conversa com a presidente, com todos os ministros e ela desenhou para gente verificar o trabalho que está sendo feito. Aqui (em Sapucaia) está sendo muito bem executado. Conversamos com o prefeito de Sapucaia para ver o que precisa de imediato. Viemos mostrar a presença do governo federal e mostrar solidariedade”, disse.
De acordo com Humberto Viana, mil cestas básicas serão disponibilizadas ao município.

IML de Três Rios
Os corpos - 11 adultos e 2 crianças - serão reconhecidos no Instituto Médico Legal de Três Rios.
Ainda segundo a Defesa Civil, um novo deslizamento de terra ocorreu no meio da tarde de segunda-feira a cerca de 200 metros de onde ocorreu a primeira queda de barreiras. Mas não houve vítimas e nenhuma casa foi atingida.

Na segunda-feira, a Defesa Civil estadual estimou em 20 o número de pessoas que ainda permaneciam desaparecidas após o deslizamento.

Posto médico montado em igreja
A Secretaria estadual de Saúde montou um miniposto de atendimento médico na igreja de Jamapará, perto do local onde ocorreu o mais grave deslizamento de Sapucaia. Além do posto, um Ciep da localidade também está dando suporte aos moradores da região, recebendo os desabrigados.
A lista de cadastrados no Programa Saúde da Família vai complementar as informações de moradores para que seja criada uma lista unificada de desaparecidos.

Deslizamento em Sumidouro
Também na segunda, um deslizamento de terra atingiu duas casas em Sumidouro, na Região Serrana do Rio, e acordo com o coronel Aluísio Alves Silva, da Defesa Civil do município, 15 pessoas estavam no local, mas ninguém ficou ferido.

Ainda de acordo com o coronel, o deslizamento ocorreu às 3h desta segunda-feira no bairro chamado Venda da Ponte. Os moradores das duas casas estavam dormindo, mas conseguiram escapar. As residências ficaram parcialmente destruídas.

No Rio de Janeiro, as chuvas deste começo de ano levaram sete municípios das regiões Norte e Noroeste a decretar situação de emergência após as enchentes. Balanço divulgado no domingo (8) pela Secretaria de Estado da Defesa Civil incluía as cidades de Laje do Muriaé, Santo Antônio de Pádua, Itaperuna, Italva, Cardoso Moreira, Miracema e Aperibé.

Na segunda, o secretário estadual do Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc, disse que cidades do Noroeste Fluminense cortadas pelo Rio Muriaé receberão três desvios de excesso de água e uma barragem. Na quinta (5), um trecho da BR-356, que servia como dique para as águas do Rio Muriaé, desmoronou, provocando a inundação da localidade de Três Vendas, em Campos.
No fim da tarde de domingo (8), um dique se rompeu na localidade de Outeiro, no município de Cardoso Moreira, no Norte Fluminense. Cerca de 900 pessoas que vivem lá deverão ficar desalojadas pela invasão das águas do Córrego da Onça.
Fonte: G1


segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Florestas são campeãs de produtividade

O setor florestal vem gerando projetos de expansão fabril e mobilização de municípios para aumentar a industrialização da madeira Ponta Grossa e Tibagi








O setor florestal é um dos principais empregadores das regiões dos Campos Gerais, Centro e Norte Pioneiro, entre fabricantes de papel, celulose e painéis de madeira do estado. Considerada o “coração” do setor florestal, a região abriga 85% das florestas plantadas do estado – 720 mil hectares – e emprega cerca de 40 mil pessoas, segundo levantamento feito pela consultoria Consufor a pedido da Gazeta do Povo.
A alta produtividade das florestas vem garantindo projetos de expansão do parque fabril de empresas e mobilizando municípios para aumentar a industrialização da madeira.
A região está entre as mais produtivas do mundo nessa área. Uma floresta chega a render 40 metros cúbicos por hectare por ano para eucalipto e 30 metros cúbicos por hectare por ano para pinus, até sete vezes mais que Canadá e países da Escandinávia, tradicionais produtores, lembra Ederson de Almeida, diretor da Consufor.
O resultado tem garantido in vestimentos de grandes empresas do setor, como a Klabin, fabricante de papel para embalagens; Masisa e Arauco (painéis de madeira); e das indústrias de pa pel Stora Enso e Norske Skog. “Pelo menos 67% dos empregos diretos do setor florestal no estado e 69% do consumo de madeira estão nessa região”, diz Almeida.
Mobilização
A cadeia florestal tem efeito multiplicador nos pequenos municípios, que têm buscado se unir para garantir investimentos. No ano passado foi criada, por 14 cidades da região dos Campos Gerais, Cen tro e Norte Pioneiro, a Agência de De senvolvimento Regional da Ca deia Produtiva da Madeira do Mé dio Tibagi. A área florestal da re gião é estimada entre 150 mil e 200 mil hectares. A intenção é promover a instalação de empresas que produzem portas, móveis e forros, dentre outros.
“O objetivo é fomentar o plantio e a industrialização da madeira na própria região. Não queremos ser apenas um exportador de tora”, afirma o prefeito de Tibagi, Sin val Silva (PMDB), presidente da agên cia. Dentro do setor agropecuário, a madeira é a segunda fonte de renda para a cidade, de 19 mil ha bitantes.
Os municípios que integram a agência também negociam com o governo do estado e a Klabin um acordo inédito para a partilha de ICMS da nova fábrica de celulose que a companhia pretende construir na região e que envolve recursos da ordem de R$ 5,8 bilhões, in cluindo ativos florestais. O objetivo é que 50% do ICMS gerado pela industrialização da madeira fique no município que sediará a fábrica. A outra metade seria dividida en tre as cidades que fornecem madeira.
A Klabin não fala do projeto, mas tem realizado reuniões com os municípios e deve definir o local nos próximos meses – Tibagi e Ortigueira são fortes candidatas.
Recentemente a empresa comprou, junto com a Arauco, 107 mil hectares – 63 mil hectares de florestas plantadas –, por US$ 473,5 mi lhões, para fazer fren te aos planos de expansão.
Almeida, da Consufor, afirma que o setor vem se profissionalizando, depois do fechamento de muitas empresas, principalmente de madeira sólida, durante a crise de 2008. “A indústria amadora, com baixa profissionalização e pouco capitalizada, está em extinção no estado.”



Fonte: Gazeta do Povo

Dilma recebe ministros para discutir danos causados pela chuva e a seca

Entre as ações, o governo estuda uma parceria com a Vale e a Universidade Federal de Ouro Preto para o envio de geólogos que vão avaliar a situação da cidade histórica, fortemente atingida por temporais



A presidenta Dilma Rousseff se reúne nesta segunda-feira (9) às 10h, no Palácio do Planalto, com cinco ministros para avaliar as medidas tomadas para evitar o agravamento da tragédia provocada pela chuva na Região Sudeste do país. Na noite de domingo (8), o assunto foi discutido em reunião com a presença dos ministros Gleisi Hoffmann (Casa Civil), Fernando Bezerra Coelho (Integração Nacional), Aloizio Mercadante (Ciência, Tecnologia e Inovação), Paulo Passos (Transportes) e Alexandre Padilha (Saúde).

Os temporais afetam o Sudeste do país, principalmente Minas Gerais, embora São Paulo, Rio e o Espírito Santos tenham registrado problemas causados pela chuva e as enchentes.

Na reunião, os ministros fizeram um balanço das ações executadas pelo governo federal no enfrentamento das enchentes, além de definir novas medidas para os próximos dias. Entre as ações, o governo estuda uma parceria com a Vale e a Universidade Federal de Ouro Preto para o envio de geólogos que vão avaliar a situação da cidade histórica, fortemente atingida por temporais.

Cidade histórica de Minas Gerais, Ouro Preto registrou deslizamentos de encostas, sendo que um deles atingiu parte da rodoviária e matou dois taxistas. O governo também decidiu manter até março os postos avançados instalados em Minas Gerais, no Espírito Santo e Rio de Janeiro, que integram equipes das defesas civis federal, estadual e municipal.

Durante a reunião de ontem, os ministros também discutiram o problema causado pela seca no Sul do país. Até esse domingo, 102 municípios do Rio Grande do Sul e 36 de Santa Catarina decretaram situação de emergência em decorrência da estiagem.

Pelos dados da Defesa Civil e da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Paraná, as perdas causadas pela estiagem chegam a R$ 2,797 bilhões. Apenas a produção de soja no Rio Grande do Sul deve sofrer 25% de perdas. No Paraná, a redução da colheita de soja chegará a 10% em relação à safra de 2011.

Agência Brasil

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More

 
Design by Free WordPress Themes | Bloggerized by Lasantha - Premium Blogger Themes | Top WordPress Themes